"O que alguns deputados da bancada da CDU da Assembleia Municipal de Alcochete vêm dizendo e escrevendo de há uns tempos a esta parte quando se referem directamente aos deputados da bancada do PS, além de injurioso, é uma intolerável propaganda política, e revela que tais deputados (Que não são todos, note-se! Nós sabemos fazer essa distinção.) não sabem viver e conviver em democracia. Pretendem dar lições de exercício democrático aos deputados da bancada do PS da Assembleia Municipal de Alcochete, mas vão sempre a tempo de aprender o que é o respeito democrático, pois este é um valor que se cultiva e se exercita!
Saibam os leitores que na Assembleia Municipal de Alcochete, esta terra de encantos e emoções em que muitos de nós optámos por viver, e que abraçámos para nela ver crescer e educar os nossos filhos, para nela vivermos com a nossa família, mas em que as reuniões daquele órgão nada têm de encantador, apenas é dada a palavra aos deputados eleitos pelo PS a conta-gotas, sem contar com os inúmeros momentos em que o Senhor Presidente da Mesa nem sequer concede a palavra aos deputados eleitos pelo PS ou pelo PSD, ao contrário dos períodos de mais de meia-hora que são dados aos Deputados Municipais da CDU, ao Senhor Presidente da Câmara e aos Vereadores da CDU, que têm por assistência forçada os deputados eleitos pelo PS e pelo PSD, e que falam sem limitações, lêem moções com quatro e cinco páginas, e discorrem sobre a política nacional e internacional, quando o local próprio de discussão de tais temas é a Assembleia da República e não a Assembleia Municipal.
Aliás, esta está a ser uma experiência bastante intensa para os deputados eleitos pelo PS, que tiveram de ouvir por diversas vezes e de forma reiterada por parte de alguns membros da bancada da CDU palavras desrespeitosas para com o Senhor Presidente da Junta de Freguesia de S. Francisco quando foi encerrada a extensão do centro de saúde daquela freguesia, por razões que lhe foram alheias, que tiveram de ouvir palavras desrespeitosas para com um dos vereadores eleitos pelo PS, presente na reunião da Assembleia Municipal em que se lhe referiram como se ali não estivesse e a quem nem sequer foi permitido o uso da palavra, que tiveram de ouvir palavras que aqui não vou reproduzir nem qualificar quando a subscritora deste artigo defendeu o senhor vereador eleito pelo PS e invocou a nulidade de certa deliberação da Assembleia Municipal… Não fiquemos pela mera consulta das actas! Oiçam-se as gravações das reuniões!
Alguns deputados municipais da CDU tentam transformar a Assembleia Municipal num braço da Assembleia da República, secundarizando a política autárquica, quando foi para ela que foram eleitos! Convivem mal com a expressão de ideias diferentes das suas, para não dizer, muito mal mesmo, o que recai sobre os deputados eleitos pelo PS de forma desrespeitosa e desgastante, e que em nada dignifica a política, nem a bancada da CDU. Até quando há munícipes que se dão ao trabalho de se deslocar até à Assembleia Municipal para expor os seus problemas, nem assim é permitido o normal uso da palavra num local que se crê e se pretende democrático, como sucedeu com uma munícipe chamada Teresa, que ao fazer uso da palavra no final de uma reunião da Assembleia Municipal, logo viu ser-lhe tomada a palavra pelo Senhor Presidente da Assembleia Municipal, remetendo-a para o contacto com a Câmara Municipal!
E por falar de discussão política, veja-se a acta da última assembleia municipal extraordinária, onde foi aprovada pela bancada da CDU a ampliação do mapa de pessoal da Câmara de Alcochete, para tentar, alegadamente, proteger os seus trabalhadores que exercem funções a título precário. Nada de mais enganoso! O que a bancada da CDU fez foi permitir que o quadro de funcionários da Câmara Municipal, numa época de crise como aquela que atravessamos, fique ampliado de forma substancial, o que vai gerar um maior encargo financeiro para a Câmara de Alcochete, sem que isso corresponda à protecção dos trabalhadores autárquicos em situação precária. Quando hoje se abre um concurso público para ingresso nos quadros de uma câmara municipal, passam à frente dos trabalhadores dessa mesma câmara com contrato a termo certo todos aqueles que vierem de outros lugares da função pública, e ainda os que provenham da bolsa de emprego público. Além disso, há muitas pessoas em Alcochete, sobretudo os mais jovens, que não têm trabalho, não têm direitos adquiridos, e bem gostariam de ter uma fonte de rendimentos no final do mês que lhes permitisse viver de forma digna e andar de cabeça erguida, como qualquer pessoa deseja para si e para os seus. E há ainda os prestadores de serviços, que não vivem de ordenados certos pagos pelo orçamento de todos os portugueses, e que também são gente, e que também são trabalhadores, em que muitos criam emprego, e que na maioria das vezes nem sequer se podem dar ao luxo de ficar doentes, porque não têm direito a qualquer licença por doença…
Hoje em dia, as pessoas são mais esclarecidas, e ainda bem! Se alguns deputados da bancada da CDU da Assembleia Municipal de Alcochete pensam que prosseguindo com a sua propaganda política vão conseguir afectar os deputados da mesma Assembleia eleitos pelo PS, desenganem-se, Excelentíssimos Senhores! Aqui, há respeito pela diferença e até por quem não respeita a nossa bancada, e quando trabalhamos, não precisamos de recorrer à propaganda. Temos a humildade suficiente para perceber e assumir que nem sempre nos assiste razão! E quanto às consequências políticas que advêm para nós pelo facto de o Governo em exercício de funções ser um Governo PS, cá estamos nós para as assumir! "
Saibam os leitores que na Assembleia Municipal de Alcochete, esta terra de encantos e emoções em que muitos de nós optámos por viver, e que abraçámos para nela ver crescer e educar os nossos filhos, para nela vivermos com a nossa família, mas em que as reuniões daquele órgão nada têm de encantador, apenas é dada a palavra aos deputados eleitos pelo PS a conta-gotas, sem contar com os inúmeros momentos em que o Senhor Presidente da Mesa nem sequer concede a palavra aos deputados eleitos pelo PS ou pelo PSD, ao contrário dos períodos de mais de meia-hora que são dados aos Deputados Municipais da CDU, ao Senhor Presidente da Câmara e aos Vereadores da CDU, que têm por assistência forçada os deputados eleitos pelo PS e pelo PSD, e que falam sem limitações, lêem moções com quatro e cinco páginas, e discorrem sobre a política nacional e internacional, quando o local próprio de discussão de tais temas é a Assembleia da República e não a Assembleia Municipal.
Aliás, esta está a ser uma experiência bastante intensa para os deputados eleitos pelo PS, que tiveram de ouvir por diversas vezes e de forma reiterada por parte de alguns membros da bancada da CDU palavras desrespeitosas para com o Senhor Presidente da Junta de Freguesia de S. Francisco quando foi encerrada a extensão do centro de saúde daquela freguesia, por razões que lhe foram alheias, que tiveram de ouvir palavras desrespeitosas para com um dos vereadores eleitos pelo PS, presente na reunião da Assembleia Municipal em que se lhe referiram como se ali não estivesse e a quem nem sequer foi permitido o uso da palavra, que tiveram de ouvir palavras que aqui não vou reproduzir nem qualificar quando a subscritora deste artigo defendeu o senhor vereador eleito pelo PS e invocou a nulidade de certa deliberação da Assembleia Municipal… Não fiquemos pela mera consulta das actas! Oiçam-se as gravações das reuniões!
Alguns deputados municipais da CDU tentam transformar a Assembleia Municipal num braço da Assembleia da República, secundarizando a política autárquica, quando foi para ela que foram eleitos! Convivem mal com a expressão de ideias diferentes das suas, para não dizer, muito mal mesmo, o que recai sobre os deputados eleitos pelo PS de forma desrespeitosa e desgastante, e que em nada dignifica a política, nem a bancada da CDU. Até quando há munícipes que se dão ao trabalho de se deslocar até à Assembleia Municipal para expor os seus problemas, nem assim é permitido o normal uso da palavra num local que se crê e se pretende democrático, como sucedeu com uma munícipe chamada Teresa, que ao fazer uso da palavra no final de uma reunião da Assembleia Municipal, logo viu ser-lhe tomada a palavra pelo Senhor Presidente da Assembleia Municipal, remetendo-a para o contacto com a Câmara Municipal!
E por falar de discussão política, veja-se a acta da última assembleia municipal extraordinária, onde foi aprovada pela bancada da CDU a ampliação do mapa de pessoal da Câmara de Alcochete, para tentar, alegadamente, proteger os seus trabalhadores que exercem funções a título precário. Nada de mais enganoso! O que a bancada da CDU fez foi permitir que o quadro de funcionários da Câmara Municipal, numa época de crise como aquela que atravessamos, fique ampliado de forma substancial, o que vai gerar um maior encargo financeiro para a Câmara de Alcochete, sem que isso corresponda à protecção dos trabalhadores autárquicos em situação precária. Quando hoje se abre um concurso público para ingresso nos quadros de uma câmara municipal, passam à frente dos trabalhadores dessa mesma câmara com contrato a termo certo todos aqueles que vierem de outros lugares da função pública, e ainda os que provenham da bolsa de emprego público. Além disso, há muitas pessoas em Alcochete, sobretudo os mais jovens, que não têm trabalho, não têm direitos adquiridos, e bem gostariam de ter uma fonte de rendimentos no final do mês que lhes permitisse viver de forma digna e andar de cabeça erguida, como qualquer pessoa deseja para si e para os seus. E há ainda os prestadores de serviços, que não vivem de ordenados certos pagos pelo orçamento de todos os portugueses, e que também são gente, e que também são trabalhadores, em que muitos criam emprego, e que na maioria das vezes nem sequer se podem dar ao luxo de ficar doentes, porque não têm direito a qualquer licença por doença…
Hoje em dia, as pessoas são mais esclarecidas, e ainda bem! Se alguns deputados da bancada da CDU da Assembleia Municipal de Alcochete pensam que prosseguindo com a sua propaganda política vão conseguir afectar os deputados da mesma Assembleia eleitos pelo PS, desenganem-se, Excelentíssimos Senhores! Aqui, há respeito pela diferença e até por quem não respeita a nossa bancada, e quando trabalhamos, não precisamos de recorrer à propaganda. Temos a humildade suficiente para perceber e assumir que nem sempre nos assiste razão! E quanto às consequências políticas que advêm para nós pelo facto de o Governo em exercício de funções ser um Governo PS, cá estamos nós para as assumir! "
In Jornal do Montijo